quarta-feira, março 09, 2005

Bons Momentos

Aqui estão alguns dos bons momentos que passei
com o meu grupo de Dança, foram imensos, cada um melhor que o outro.
Era completamente impossível por aqui
uma fotografia de cada momento desses
por isso escolhi apenas alguns.
Sabe tão bem recordar!



Julho 1996, Argentona (Espanha) Posted by Hello


Maio 1997, Caldas da Rainha Posted by Hello


Expo 98 Posted by Hello


Abril 1999, Figueira da Foz Posted by Hello


Julho 1999, Gotemburgo (Suécia) Posted by Hello


Maio 2001, Parque das Nações Posted by Hello


Maio 2001, Almada Posted by Hello


Abril 2002, Almada Posted by Hello

terça-feira, março 08, 2005

Faltam 4 dias

Confesso que cada vez é mais difícil manter a concentração.
Falta tão pouco tempo para viajar.
Estou ansiosa por entrar de novo num avião, adoro decolar, é uma sensação incrível sempre que o faço e não me importo nada de repetir vezes sem conta. Manias... Mas a verdade é que esta viagem vai ser bem longa - sete horas - mas mesmo assim acho que não me farto.
E além disso vou gostar muito de ver a reacção das pessoas que vão comigo e que nunca andaram de avião. É sempre angustiante entrar pela primeira vez num "bicho" daqueles!

As Últimas Horas

Este trabalho foi realizado no âmbito da cadeira de Seminário de Escrita Criativa e Interactiva. O objectivo era dar seguimento à história de um colega.
Escolhi a história «Vidas Complicadas» que transcrevo em seguida para ser mais fácil a compreensão da continuação da narrativa.


Tudo começou em 1990, em Lisboa, quando Sérgio, com apenas 15 anos, sofreu o maior desgosto da sua vida: perdeu os seus pais num acidente de viação. Sérgio não queria acreditar no que estava a acontecer, de repente a sua vida desmoronou-se. Sendo menor e filho único coube ao seu avô ficar com a sua custódia. Como se não bastasse ter ficado sem os pais, Sérgio teve de deixar os seus amigos de Lisboa para ir morar com o avô em Bragança.

O seu avô, António Joaquim, de 68 anos, mal sabia o que o esperava quando aceitou tomar conta do seu neto. Sérgio, como já era de esperar, teve grandes dificuldades em esquecer a tragédia que se tinha abatido sobre si e em se adaptar à sua nova vida em Bragança.

Nunca se adaptou totalmente, no entanto, conseguiu fazer novos amigos, alguns até de boas famílias. Durante o seu primeiro ano em Bragança, matriculou-se numa escola perto de casa mas quando fez 16 anos decidiu deixar os estudos. Resolveu ir trabalhar para as obras, decisão essa que não agradou ao seu avô mas que teve um forte motivo: Sérgio queria juntar dinheiro para fugir de casa. Estava farto daquela vida sem graça. A única coisa de interessante que fazia era ir com os amigos a um bordel que havia na cidade. Embora o dinheiro que tivesse não fosse muito, nunca teve dificuldades em lá ir, afinal de contas, sempre aparentou ser mais velho e tinha amigos com posses.

A primeira vez que entrou naquele sítio ficou de boca aberta com todo aquele luxo: paredes e sofás vermelhos, pequenas mesas redondas de madeira, grandiosos lustres, um bar com paredes espelhadas recheado de bebidas e, é claro que as raparigas também não passavam despercebidas com o seu reduzido vestuário.

Naquela noite, a casa estava cheia como de costume. Estava Sérgio sentado num dos sofás quando se dirige a ele uma atraente rapariga, com os seus 25 anos, de cabelos louros e olhos verdes, chamada Shirley. Começaram a conversar até que a rapariga o convidou para subir. Escusado será dizer o que aconteceu num dos quartos do andar de cima. O que é certo é que, com o pouco dinheiro que ganhava, Sérgio lá conseguia ir, de vez em quando, encontrar-se com Shirley mas ela nunca conseguiu tê-lo por completo.

Shirley, ou melhor, Ruth Rita, com apenas 21 anos, decidiu levar aquela vida pois estava farta de arranjar unhas a clientes mal dispostas. Ser prostituta de luxo sempre dá mais dinheiro do que ser manicura. Como não conseguiu concretizar o sonho da sua vida, ser cantora, e por estar cansada de andar sempre a caminho de castings apenas para conseguir lugares de assistente em programas de televisão, Ruth decidiu-se pela profissão mais antiga do mundo.

O tempo foi passando, até que chegou o tão desejado dia para Sérgio: o dia em que fazia 18 anos. Farto da vida que levava, e cada vez mais certo do que queria, decidiu ir para Lisboa. Os primeiros tempos não foram nada fáceis. A única maneira que arranjou para ganhar dinheiro foi pondo um daqueles anúncios no jornal oferecendo a sua companhia. E não é que ganhou uma boa quantia! Grande parte do que juntava investia em fundos e na Bolsa. Era mais o que perdia do que aquele que ganhava.

Estes anos que passou nesta vida serviram para acentuar mais as dúvidas que tinha em relação à sua sexualidade. Aos 30 anos conseguiu assumir-se como homossexual. E foi nessa altura que viu em Carlos Almeida, cabeleireiro no Bairro Alto, a hipótese de ter uma vida melhor, mais digna.

Carlos, homossexual desde cedo, agora reformado e com 65 anos, descobriu, aos 25 anos, a aptidão para ser cabeleireiro. Os poucos cabelos que tinha estavam minuciosamente penteados com litros de brilhantina, sempre de lenço ao pescoço e engomado dos pés à cabeça, finalizava a sua toillete com uma bengala. Chegou a ganhar inúmeros prémios nacionais e internacionais. Quem é que não conhecia o famoso Carlos Champs Elysées?

Carlos e Sérgio acabaram por se envolver e por viverem juntos. O facto de, em Portugal, não ser permitido o casamento entre pessoas do mesmo sexo, não os impediu de viverem um amor tórrido. Após cinco anos de vida em comum, aperceberam-se que, para serem totalmente felizes, apenas precisavam de um filho. Como é que isso seria possível?

Não sendo permitida a adopção de crianças por casais homossexuais, chegaram à conclusão que a única solução seria encontrarem um mulher que estivesse disposta a servir de barriga de aluguer, o que não iria ser nada fácil. Quem é que estaria disposto a passar por uma situação destas?

No entanto, há gente para tudo. Um dia, por acaso, no cabeleireiro, ouviram um boato no qual constava que uma rapariga, chamada Isabel, neta da D. Felismina, que trabalhava num talho lá para os lados da Graça, tinha dado o filho bebé a um casal impossibilitado de ter filhos. Dizia uma das clientes:
− Este país é só desgraça... Agora até já dão os filhos aos outros!
− Onde é que ouviu isso? – Dizia outra cliente.
− No outro dia, estava a conversar com a D. Odete quando ela me disse que a Isabel, a neta da D. Felismina, tinha tido um bebé mas, como era solteira e tinha engravidado sem querer, deu-o a um casal de estrangeiros.

Carlos, quando ouviu esta conversa, pensou que a oportunidade dele lhe tinha batido à porta. Conversou com Sérgio e resolveram ir à procura da rapariga.Foram então à Graça. Andaram às voltas para estacionar o carro e lá conseguiram arranjar lugar. Como não sabiam o nome do talho onde a rapariga trabalhava tiveram de procurar. Foram perguntando às pessoas se conheciam alguma Isabel que trabalhasse num talho, até que uma senhora lhes disse que ela trabalhava no Talho do Zé Manel que ficava no Beco da Graça.

Carlos e Sérgio, disfarçadamente, espreitaram para o talho à procura de Isabel. Viram que só lá estava uma rapariga, logo, só podia ser ela. Não puderam deixar de reparar na boa apresentação que o talho tinha, o sítio “transpirava” limpeza: as paredes, tão brancas que até brilhavam, serviam de expositor aos vários utensílios de corte (facas, cutelos), a vitrine do balcão de atendimento tinha toda a variedade de carnes e enchidos.

Acharam que seria melhor esperarem pela hora de encerramento, para falarem, calmamente, com a rapariga. O relógio de Sérgio marcava 20 horas em ponto quando, de repente, a viram sair. Discretamente, para não a assustarem, dirigiram-se a Isabel.

Carlos contou-lhe o que tinha ouvido sobre ela e propôs-lhe que engravidasse em troca de uma boa quantia de dinheiro. Isabel ficou bastante assustada pois não fazia ideia que se soubesse do que se tinha passado com ela. Como o mundo é pequeno. Apesar de já ter tido um filho e de aparentar ter mais idade, ela tinha apenas 17 anos.

Mal Carlos acabou de falar, os ternos olhos azuis da rapariga encheram-se de lágrimas. Isabel não podia esquecer que era o único sustento da casa. Nunca soubera quem foi seu pai, sua mãe ficara tetraplégica devido a uma paralisia cerebral e o dinheiro que ganhava no talho mal dava para pagar as contas. Embora tivesse ficado muito incomodada com a situação ficou de telefonar a Carlos para lhe dar uma resposta.

Passado algum tempo, quando Carlos menos esperava, toca-lhe o telemóvel. Era Isabel para dizer que aceitava a sua proposta. Carlos convidou-a para morar em sua casa. Deste modo, poderia ter mais conforto e uma gravidez mais descansada.

Embora fosse mais velho do que Sérgio, Carlos quis ser o doador de esperma.Ao fim de cinco meses de convivência, Sérgio e Isabel começaram a sentir uma certa cumplicidade. É de lembrar que, apesar de homossexual, Sérgio já tinha tido outras mulheres. Daí até se envolverem amorosamente foi um passo. Pois é, os dois apaixonaram-se.

Resolveram esperar que o bebé nascesse para contarem tudo a Carlos. E assim foi, este quando soube sofreu um tremendo choque. Por fim, teve de aceitar a situação. O que ele não esperava é que Sérgio e Isabel quisessem ficar com o bebé. Carlos jamais poderia tolerar que isso acontecesse, afinal de contas, ele era o pai da criança.

Sem outra solução, Sérgio e Isabel fugiram com o bebé, o pequeno Hugo, para o México. Lá, começaram, juntos, uma nova vida.

Carlos, de tão desgostoso que ficou com a situação, não aguentou e decidiu pôr termo à vida.



As Últimas Horas

Foi numa noite de Inverno que deu corpo aos seus planos. Durante a tarde tinha ido ao seu médico de família a quem contou o seu estado depressivo causado pela situação difícil que vivia.

O Doutor Pedro receitou-lhe então alguns anti-depressivos, quatro no total, e preocupou-se em explicar a Carlos a complexidade de cada um, alertando-o para o facto de serem fortes e de não poderem ser tomados todos em simultâneo.

Carlos deveria optar por aquele que via como mais adequado à situação. Assim, quando tivesse dificuldades em adormecer deveria toma o Dormon*, para casos de grande ansiedade o Lecton*, os outros dois deveriam ser tomados regularmente duas vezes ao dia de forma a ajudar a combater o estado depressivo que vivia.

Quando saiu do consultório Carlos dirigiu-se de imediato à Farmácia mais próxima de sua casa, ficava na rua transversal à sua, e comprou de uma só vez as quatro embalagens.

A Dona Júlia da Farmácia, que era cliente habitual do salão de cabeleireiro de Carlos, ficou intrigada com aquela receita médica e resolveu perguntar:
- Carlos está tudo bem consigo? O Doutor Pedro receita-lhe aqui um conjunto de medicamentos bastante forte…
- Não se preocupe – respondeu Carlos no seu tom cordial de sempre - sabe que ando desanimado com tudo o que tem acontecido por isso pedi ao Doutor que me receitasse algo parta me acalmar.
- Tudo bem então, mas tome cuidado, sabe que na sua idade qualquer abuso pode ser mais problemático. Ainda por cima morando sozinho. Não hesite em ligar para cá se precisar de alguma coisa.

Carlos sorriu enternecido com a preocupação da Dona Júlia. Desde que se tornara sua cliente, há cerca de 15 anos, tinham criado alguns laços de amizade. Sendo ela dona da Farmácia do bairro, acompanhou o relacionamento de Carlos e Sérgio e estava a par da situação que Carlos vivia actualmente com a fuga do casal levando o pequeno Hugo para o México.

Ao chegar a casa, já ao fim da tarde, Carlos ligou o aquecedor, sentou-se no sofá com a manta verde sobre as pernas e ligou a televisão. Na sua cabeça andavam mil e um pensamentos. Será que deveria fazer mesmo aquilo? Afinal que sentido tinha a sua vida agora? Tinha perdido o seu filho, não sabia sequer para onde tinham ido com ele. Na sua idade já pouco podia fazer, o cabeleireiro estava bem entregue e o testamento estava feito deixando tudo a Hugo quando este tivesse idade para assumir os negócios.

Pegou no saco da Farmácia e começou a ler os folhetos informativos de cada medicamento que tinha comprado. O Doutor Pedro tinha sido bastante cuidadoso na sua explicação e a Dona Júlia também se tinha mostrado preocupada. Deveriam ser, de facto, medicamentos com os quais deveria ter cuidado e atenção redobrada.

O seu estômago começava a reclamar alguma comida, desde o almoço que não petiscava nada. Talvez até fosse melhor, talvez isso acelerasse o processo e o tornasse menos doloroso.

Levantou-se e foi até à casa de banho, a mão direita apoiava-se na sua bengala e na mão esquerda agarrava com força o saco da Farmácia e uma moldura de encontro ao peito.

Olhou-se ao espelho e reviveu quase por completo a sua vida. Lembrou-se da sua juventude, dos prémios que ganhou enquanto cabeleireiro e das pessoas que conheceu nessa profissão. O orgulho que sentiu quando abriu o seu próprio salão no Bairro Alto e a festa de inauguração com tanta gente conhecida. Recordou Sérgio e o seu jeito intempestivo, os anos de amor que viveram juntos quando pensava ter encontrado finalmente a felicidade. A chegada de Isabel, a gravidez, o filho Hugo que apenas conhecia em bebé e a vontade que tinha de o poder ver crescer. A dor que sentiu no dia em que Sérgio e Isabel o confrontaram com a verdade e lhe tiraram o chão quando fugiram sem deixar sequer um endereço.

Com mais de 70 anos Carlos não via razões para continuar a viver. Não tinha alegrias, todas lhe tinham sido roubadas. Nem o salão o conseguia animar, havia já nove dias que não aparecia, todos os dias o gerente lhe telefonava a perguntar se estava tudo bem e ele apenas dizia que não tinha cabeça para trabalhar.

Agora via-se ali, em frente ao espelho, sentia o peso da idade, a dor no coração pelo abandono de Sérgio, o sofrimento pela ausência do pequeno Hugo. Estava decidido, ia ingerir o máximo de comprimidos e esperar a morte. Com ela esperava que viesse a paz e a tranquilidade que não conseguia ter actualmente.

Todos os seus gestos se tornaram lentos, quase parecia querer desistir da sua ideia. Dirigiu-se à cozinha para buscar uma garrafa de água de litro e meio, regressou à casa de banho e sentou-se na sanita. Olhou para o saco dos medicamentos e olhou uma última vez para o espelho. «Já não tens nada a fazer. Perdeste tudo o que mais amavas. O melhor é mesmo partir.» disse a si mesmo.

Abriu uma por uma as embalagens de medicamentos. Ingeriu um a um os comprimidos de todas elas com uma melancolia assustadora e demasiado masoquista para o homem que tinha sido. Não se reconhecia naqueles gestos mas, no entanto, nunca pensou em desistir. Aos poucos ia dando uns goles na água para ajudar a ingestão dos comprimidos.

Lentamente foi sentindo uma dor aguda no peito. A intoxicação por anti-depressivos é das mais eficazes causando uma paragem cardíaca de difícil recuperação. Teve ânsias de vómitos, mas não chegou a ter consciência do que aconteceu porque perdeu os sentidos. Caiu no chão da sua casa de banho e ali ficou, inanimado, o coração começou a parar bem devagar até que deu o último batimento.

Carlos sabia, ao tomar esta decisão, que demoraria algum tempo até o encontrarem, quem sabe até dias. Não tinha familiares, Sérgio e Isabel tinham fugido e os únicos amigos trabalhavam no seu salão. Talvez quando não atendesse o telefone suspeitassem de algo.

E assim foi, no dia seguinte pela manhã o gerente do salão ligou para a casa de Carlos, ninguém atendeu. Ligou para o telemóvel, ninguém atendeu. Esperou uma hora e voltou a ligar para casa, ninguém atendeu. Ligou para o telemóvel, ninguém atendeu. Após algumas insistências achou melhor ir ver o que se passava.

Dirigiu-se a casa de Carlos que ficava bem perto do salão, ele sempre tinha adorado o seu Bairro Alto. Tocou insistentemente à campainha, mas ninguém lhe abriu a porta. Decidiu perguntar pela vizinhança se sabiam de alguma coisa mas ninguém via Carlos desde o dia anterior. Chamou então os bombeiros com receio que algo tivesse acontecido. Afinal Carlos já era um homem de idade e morando sozinho podia acontecer algo sem que ninguém desse conta.

Quando os bombeiros arrombaram a porta o cheiro a morte já estava no ar. Foram encontrar Carlos deitado no chão frio da sua casa de banho, morto, com a mão esquerda fechada com força agarrando uma moldura. Quando conseguiram soltar a mão e ver a moldura todos perceberam o sofrimento daquele homem. Era uma fotografia de Carlos e Sérgio sorrindo ao lado do berço do pequeno Hugo.


* O nome dos medicamentos foi inventado por mim pois não queria fazer referência a medicamentos reais.

segunda-feira, março 07, 2005

Leão

Extravagante, Digno, Dominador,
Apaixonado, Criativo, Estimulante, Líder

Sempre pronto a conduzir com mestria e dignidade o que lhe coube como tarefa, sejam pessoas, filhos, seres viventes, objectos animados e inanimados. Radiante e enérgico, o Leão dá tanta luz à vida dos outros que acaba por se esquecer das suas próprias necessidades, especialmente quando se trata da saúde.
O Leão trabalha até não poder mais por isso, umas férias regulares longe de tudo e de todos, são o suficiente para recarregar baterias.
O Leão é brilhante e activo, adora ser olhado e admirado.

ASPECTO FÍSICO -
Um dos seus adereços naturais é o cabelo que, quando é espesso e abundante, é muito semelhante à juba de um leão. É talvez o seu traço mais impressionante. O rosto de um Leão não é menos impressionante, com um sorriso arrasador, capaz de derreter o coração mais gelado. É frequente os Leões terem um riso inconfundível, que se assemelha a um saudável rugido. Os olhos têm, geralmente, um ar radioso mas podem encher-se de raiva animal quando provocados. O Leão tem poucas reservas em exibir os seus atributos físicos e lida bem com o seu corpo.

AMIZADE -
Infalíveis na sua lealdade depois de estabelecer uma amizade, os nativos de Leão escolhem com cuidado aqueles que poderão fazer parte do seu círculo de amigos. Apresentam um magnetismo natural que atrai as pessoas. O desejo de diversão e a capacidade de transformar as actividades aparentemente mais simples em algo especial fazem dos Leões amigos adoráveis. Embora sejam ternos e generosos não facilitam a formação de novas amizades.

AMOR -
O Leão não olha a esforços enquanto tenta conquistar um novo amor. É expressivo e leal e tem sempre em mente a paixão. É apaixonado e expressivo e mima como ninguém o seu amado. A felicidade não conhece limites quando o Leão está apaixonado. O seu grande coração e os seus fortes sentimentos revelam-se totalmente quando se apaixona.

PRINCIPAL CARACTERÍSTICA -
Generosidade, tem um grande coração.

PERSONALIDADE -
Liderança, oriunda de sua impressionante personalidade, coragem e ambição garantem ao nativo de Leão muito sucesso, pois está mais atento aos seus méritos do que aos seus limites. É transparente nos seus pensamentos sendo avesso aos subterfúgios.

AMBIENTE -
O mais indicado é o ambiente ensolarado, seja no mar ou no alto das montanhas.

ACTIVIDADES -
É companheiro no trabalho porém, prefere comandar do que obedecer. Possui o dom da oratória além de poder ser médico, atleta, artista ou militar, entre outras profissões.

(compilação feita a partir de diversos sites sobre signos)

domingo, março 06, 2005

Faltam 6 dias

Faltam apenas seis dias para ir de viagem. A famosa viagem de finalistas.
Tenho pena que certas pessoas de quem gosto não vão comigo mas, no entanto, sei que vai ser muito divertido. Aqueles que vamos formamos um grupo cinco estrelas e tenho a certeza que nos vamos divertir muito. Praias, passeios, descanso, festas, animação, música, sol, água. Todos os ingredientes estão reunidos para ser uma viagem inesquecível.
E a minha Chica Brava vai de certeza acompanhar-me sempre e tornar esta viagem ainda melhor! Vamos aproveitar em grande amiga!
Só me apetece cantar...

Poeiraaaaaaaaaaa
Poeiraaaaaaaaaaa
Poeiraaaaaaa
Levantou poeira

sábado, março 05, 2005

Caminhada

Às vezes dou passos e mais passos sem saber muito bem o rumo que levo. Muitas vezes sinto-me perdida sem saber para onde vou ou o que faço. Às vezes parece mesmo que ando no vazio sem direcção aparente.
No entanto, e como tudo na vida, sempre se encontra um rumo, uma meta, um objectivo que nos estabelece um percurso e nos ajuda a definir caminhos. Afinal todos caminhamos para algo, seja o que for, todos temos objectivos.
Mais simples ou mais complexos não importa, o que interessa realmente é que sejamos capazes de caminhar até ele, atravessando obstáculos, momentos menos bons, adversidades várias. Só assim o nosso objectivo ganha ainda mais valor.
Nada como por um pé à frente do outro e seguir a caminhada da vida.

sexta-feira, março 04, 2005

Compras

Hoje, depois da compra das fitas e da pasta, resolvemos ir ver da roupa. É assim, quem decide não comprar o traje académico tem de escolher algo parecido. Andámos mais de cinco horas no centro comercial mas conseguimos, já só falta mesmo o calçado, mas esse fica para outra altura porque já estávamos muito cansadas.
Menina Peter Pan e menina Cota: conseguimos!
Agora vamos acabar o dia com um belo jantar caseiro e muita conversa!


quinta-feira, março 03, 2005

Amizade

Ao longo destes quatro anos temos tido bons momentos.
Escolhi alguns dos mais recentes.
Estas imagens são para vocês,
são para nós,
são para recordarmos sempre
e para repetirmos muito!



Maio 2004, Lisboa Posted by Hello


Outubro 2004, Vila Franca de Xira Posted by Hello


Novembro 2004, Nazaré Posted by Hello


Dezembro 2004, Lisboa Posted by Hello


Janeiro 2005, São Pedro do Sul Posted by Hello


Fevereiro 2005, Lisboa Posted by Hello

quarta-feira, março 02, 2005

Somos pelos cães

Esta nova campanha da Pedigree agrada-me muito. O anúncio de televisão tem imagens lindas e neste anúncio de imprensa, cada frase deste texto é uma grande verdade. Quem ainda não viu leia que está mesmo excelente.
Como não dá para ler o texto através da imagem transcrevo aqui:


TU

Tu és um saco de pulgas.
Tu nunca tiveste um minuto de trabalho.
Tu lambes a cara de desconhecidos
com a única intenção de me envergonhar.

Por vezes, tresandas como uma manta
velha, mal cheirosa e húmida.

Não és apenas daltónico,
tu nem sequer sabes distinguir
uma carpete de um sofá.

Tu finges que achas a palavra
"não" incompreensível.
Tu insistes em partilhar o teu desafinado
latido com a vizinhança inteira.

Por alguma razão, tens medo de estátuas.
As estátuas põem-te louco.

Tu não tens vergonha nenhuma.

Tu és a coisa mais preguiçosa, suja,
teimosa e presunçosa que conheci
em toda a minha vida.

Mas eu acho que és perfeito.



Anúncio de Imprensa Posted by Hello

terça-feira, março 01, 2005

Corpo Livre

Quando estou assim: sozinha em casa e a ouvir determinado tipo de música que eu adoro, fico mesmo melancólica.
Salto da cadeira,
descalço-me,
tiro os óculos,
solto o cabelo se estiver preso,
ponho o volume praticamente no máximo e começo...

Começo uma dança sem fim, choro, solto-me, entrego-me ao som. Deixo-me ir no ritmo de piruetas, equilíbrios, quedas, movimentos. A verdade é que passado poucos segundos estou feliz, não sinto nada além de uma felicidade tremenda que me enche por completo. Páro de pensar, a minha cabeça voa muito além das paredes do meu quarto e com ela o meu corpo, livre, ao som da música.

Não há nada melhor que me sentir assim.


Argentona, Barcelona (Espanha), 1996 Posted by Hello

segunda-feira, fevereiro 28, 2005

«Brigada 49»

Sempre admirei o trabalho dos bombeiros, a coragem que têm para entrar nos edifícios quando toda a gente só pensa em sair e fugir de lá. Esta é uma frase que se repete neste filme. Um filme que nos ajuda a compreender como é difícil para um bombeiro seguir a sua missão de salvar vidas e conciliar isso com a vida pessoal.
Pensar em criar uma família e, simultaneamente, arriscar a vida em cada incêndio é uma tarefa árdua que estes homens cumprem com muita coragem e louvor. Este filme demonstra-nos isso mesmo. O lado da família que sofre a cada saída mas que compreende a sua missão e a sua dedicação, e o lado do bombeiro que luta por aquilo em que acredita mas que tem em casa pessoas que o esperam a cada dia.
Além disso existe ainda o espírito de companheirismo entre todos, que além de bons amigos são também uma família que luta pela vida de cada um, fazendo lembrar a velha máxima «Um por todos e todos por um.».
Dou os meus parabéns ao realizador porque o filme está muito bom na minha opinião, gostei bastante. E dou os meus parabéns a todos os bombeiros deste país e de todo o mundo por continuarem a enfrentar as chamas e a lutar pela vida dos outros.

«People are always asking me:
Why did fire fighters run into a burning building
when everybody else is running out?
Courage is the answer.»



Vento que tanto sopras

Realmente não percebo este tempo. Hoje saí eu de casa, cheia de boas intenções, para chegar a Cacilhas e quase voar, mas literalmente. Já quando ia no carro reparei que o tempo hoje não estava do melhor mas confesso, quando saí do carro, se não andei uns quantos milésimos de segundo no ar estive lá perto.
Era cartazes pelo ar, placas a cair, semáforos a abanar. Isto já para não falar do frio, que parece que corta, atravessa a roupa e queima o corpo. Mesmo bem protegida senti o frio na pele.
Sem dúvida o melhor era ter ficado mais tempo na cama, no quentinho. Sim, porque acabei por voltar para trás e não fiz nada, foi mesmo só um passeio para apanhar frio e voar com o vento!

Posted by Hello

domingo, fevereiro 27, 2005

Eu sei lá

Às vezes nem sei como estou: triste, contente, ausente, sorridente, melancólica, animada, bem-disposta, corpo presente, mente ausente. São tantos os estados de espírito que se podem ter mas neste momento nem sei como estou, simplesmente estou aqui.
Amanhã é o regresso à rotina das aulas, pode ser que me ajude a definir o meu estado, pelo menos vai manter-me ocupada e distraída. Nos últimos tempos ando meio desanimada, não por vontade porque por vontade sorria a cada minuto e fazia rir os outros.
É uma fase. Eu sei lá...

sábado, fevereiro 26, 2005

Eu Sei

Se eu voar sem saber onde vou
Se eu andar sem conhecer quem sou
Se eu falar e a voz soar com a manhã
Eu sei

Se eu beber dessa luz que apaga a noite em mim
E se um dia eu disser que já não quero estar aqui
Só Deus sabe o que virá
Só Deus sabe o que será
Não há outro que conheça tudo o que acontece em mim

Se a tristeza é mais profunda que a dor
Se este dia já não tem sabor
E no pensar que tudo isto já pensei
Eu sei

Se eu beber dessa luz que apaga a noite em mim
E se um dia eu disser que já não quero estar aqui
Só Deus sabe o que virá
Só Deus sabe o que será
Não há outro que conheça tudo o que acontece em mim

Se eu beber dessa luz que apaga a noite em mim
E se um dia eu disser que já não quero estar aqui
Na incerteza de saber o que fazer o que querer
Mesmo sem nunca pensar que um dia eu vá expressar
Não há outro que conheça tudo o que acontece em mim

(by Sara Tavares)

sexta-feira, fevereiro 25, 2005

Fazes-me falta

O teu sorriso discreto
O teu olhar envolvente
As tuas palavras carinhosas
As tuas mãos seguras
Os teus lábios perfeitos
A tua voz tranquila
O teu abraço forte
O teu beijo doce
A tua presença junto de mim

Fazes-me falta.

«Filha da Fortuna»

Acabei de ler este livro de Isabel Allende (primeiro que leio desta autora) e posso dizer que gostei bastante.
Mais do que um romance, este livro é o retrato de uma época - meados do século XIX - e relata vivências, costumes, aventuras, a loucura do ouro, os preconceitos raciais, as diferenças entre classes. Uma infinidade de temas muito bem descritos e que nos transportam para a realidade da altura. Valparaíso no Chile, Sacramento e São Francisco na América são alguns dos locais que percorremos juntamente com as personagens.
A história da jovem Eliza e a sua forte relação com Tao Chi'en são os ingredientes base para um bom livro.

quinta-feira, fevereiro 24, 2005

«Para os erros há perdão;
para os fracassos, chance;
para os amores impossíveis, tempo.
De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma.
Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.
Não deixe que a saudade sufoque,
que a rotine acomode,
que o medo impeça de tentar...»

(Luís Fernando Veríssimo)

quarta-feira, fevereiro 23, 2005

Coincidências

Este trabalho foi realizado no âmbito da cadeira de Seminário de Escrita Criativa e Interactiva. O objectivo era construir uma história com base em dois enredos, dois locais e duas personagens criadas pelos alunos nas aulas.

Personagens escolhidas: Alice Oliveira; Manuel Fonseca
Locais escolhidos: átrio do hotel; esplanada à beira-mar
Enredos escolhidos: mulher com carreira sobrevive a um desastre de avião; reencontro pai/filho



Alice Oliveira era uma mulher independente de 35 anos. Tinha um porte alto e longos cabelos pretos, e a sua sensualidade não passava despercebida aos olhos daqueles que consigo conviviam. Tinha-se tornado empenhada e independente desde cedo, com a fuga do seu pai de casa, viu-se obrigada a crescer precocemente. Com apenas 12 anos fazia todo o tipo de biscates que sabia para poder ajudar a sua mãe com as contas. O emprego de mulher-a-dias da Dona Albertina não chegava para manter a casa e todas as despesas.

Apesar das dificuldades Alice nunca desistiu dos estudos, possuidora de uma inteligência acima da média, sempre conciliou os estudos com os trabalhos que fazia e com 18 anos ingressou no curso de Germânicas. Nessa altura trabalhava como dactilógrafa num escritório de advogados e tinha ainda tempo para fazer alguns cursos paralelos ao da universidade na expectativa de um dia mais tarde se conseguir tornar numa mulher de sucesso.

Nunca deu muita importância a relações amorosas, também porque tinha consciência do pouco tempo livre de que dispunha. No entanto, foi no escritório de advogados que conheceu Aníbal por quem se apaixonou e com quem chegou a casar num momento de maior loucura. Contudo, não foi um casamento perfeito. Em pouco tempo Aníbal revelou ser um homem violento e alcoólico, situação que conduziu ao seu despedimento do escritório. Alice não ganhava para suportar as despesas de ambos e, acima de tudo, não tinha mentalidade para aturar aquela situação que a fazia em tudo relembrar o passado e o sofrimento que o seu pai fez a sua mãe passar. A morte precoce de Aníbal, com uma cirrose galopante, apesar de marcante foi, contudo, um alívio para a vida de Alice que decidiu seguir em frente e esquecer de vez qualquer tipo de relação amorosa. Dona Albertina, sua mãe apoiou-a nessa decisão e recebeu-a em sua casa pronta para a ajudar a seguir com a sua carreira.

Em poucos anos Alice acabou o seu curso universitário e possuía já um currículo invejável de cursos e experiência profissional. Não foi difícil encontrar um bom emprego numa das melhores multinacionais da cidade que lhe permitiu comprar um apartamento para si e proporcionar à sua mãe uma vida confortável nos anos merecidos de reforma na sua casa na Estrela.

O seu cargo na empresa obrigava-a a viajar inúmeras vezes mas Alice não se importava, muito pelo contrário, aproveitava para conhecer novos locais, novos métodos de trabalho e trocar experiências com outros empresários.

Esta seria mais uma dessas muitas viagens. Hospedou-se no hotel do costume onde gostava sempre de passar a noite anterior à viagem para poder relaxar e não se preocupar com os deveres da casa. Passava a limpo todos os relatórios que teria de apresentar pois não se permitia a si mesma qualquer falha. Aquele era um hotel de 5 estrelas, muito requintado e cheio de pormenores, tal como Alice se tinha habituado.

Ao acordar, manhã cedo, e depois de tomar um belo pequeno-almoço no quarto resolveu descer ao átrio e permitir-se a si mesma uns poucos minutos de descanso a observar o ambiente na zona de convívio do hotel, luxuosa e requintada como Alice apreciava. A enorme clarabóia que iluminava o átrio deixava passar a claridade do sol revelando um dia lindo de Verão e iluminava as plantas de uma forma graciosa despertando em Alice um leve sorriso na face. O chilrear das aves exóticas que se encontravam no lado esquerdo da entrada animava o ambiente já de si agitado com o entra e sai frequente de hóspedes e empregados.

Quando olhou para o relógio Alice quase deixou fugir um grito, tal era o seu atraso. O avião partia às 10h00 e eram 9h30 e ela ainda ali estava. Não se perdoaria se perdesse este voo pois isso iria significar um atraso significativo na reunião que tinha marcada com os investidores estrangeiros. Chamou o bagageiro do hotel e rapidamente entrou num táxi pedindo ao motorista que a levasse ao aeroporto o mais rapidamente possível. Quando chegou ao aeroporto nem queria acreditar no que via. O seu voo estava atrasado devido a problemas técnicos com o avião. Alice em poucos segundos puxou do seu telemóvel, fez alguns contactos e conseguiu que o avião partisse naquele instante mesmo que não estivesse nas melhores condições.

Já no avião decidiu reler mais uma vez todos os relatórios, para ter certezas que não havia nenhuma falha. A sua concentração era tal que nem se apercebeu dos problemas que atravessavam. Havia uma enorme tempestade no oceano e o avião estava em dificuldades, temia-se o pior e o desespero era visível na tripulação e nos ocupantes do voo. Alice tinha a cabeça tão cheia de ideias que não tinha sequer espaço para pensar no acidente, na sua morte ou no que quer que fosse.

No entanto, não houve como evitar e o avião despenhou-se em alto mar. Alice conseguiu sobreviver quase que miraculosamente, mantendo sempre a sua frieza, alcançou um colete salva-vidas e nadou até uma ilha que naquela altura lhe pareceu um verdadeiro oásis ali perdido no meio do oceano. Nem queria acreditar naquilo que via. Sem olhar para trás, agarrou a sua pasta e nadou até à praia.

Quando estava a chegar à areia vislumbrou um homem a acenar com os braços agitadamente e mais esperanças teve de que não fosse uma ilha deserta mas sim uma civilização de onde pudesse seguir o seu rumo.

Qual não foi o seu desânimo quando chegou à margem e o homem, Manuel Fonseca, lhe disse que era também ele um sobrevivente de um acidente semelhante que tinha ocorrido 37 dias antes. Alice desesperou, gritou, esbracejou, como podia ela perder a reunião que tinha marcada, como podia ela por em causa um negócio tão importante, jamais a iriam perdoar na empresa quando soubessem.

Manuel ficou surpreendido ao ver aquela mulher à sua frente, sobrevivente de um desastre de avião, preocupada com o trabalho, esquecendo a sua própria vida que, ali naquela ilha, se tornaria como a dele, bastante complicada.

Depois de se acalmar e de perceber que não havia muito a fazer Alice pediu desculpa a Manuel pela sua atitude intempestiva e apresentou-se. Ainda nem tinha reparado bem na figura de Manuel, era um jovem alto e entroncado, mas já com uma barriguinha saliente. Tinha uns doces caracóis ruivos e uma pele pálida, avermelhada pelo sol.

Foram 30 longos dias que permaneceram juntos naquela ilha deserta, combatendo todas as adversidades que se lhes apresentavam e comendo cocos e raízes que encontravam. Durante esse tempo falaram por muitas horas, era das poucas coisas que podiam fazer e que os mantinha distraídos da sua realidade, pois jamais sabiam se conseguiriam sair dali algum dia.

Alice contou a Manuel a sua vida difícil, o seu relacionamento complicado com Aníbal, e a sua completa dedicação ao trabalho como forma de se afirmar na vida e procurar fugir a qualquer tipo de sofrimento futuro.

Manuel falou-lhe de si. Era um rapaz de 31 anos que tinha saído de casa dos pais bem cedo, devido a uma grande discussão. Tinha ido viver com a sua avó Matilde para a zona da Estrela e nunca mais tinha voltado a Pampilhosa da Serra onde viviam os seus pais. Era carteiro de profissão e gostava daquilo que fazia pois já tinha feito amizades entre as pessoas do bairro e era sempre bem recebido. Com a morte da sua avó aprendeu a dar ainda mais valor à sua profissão e entregou-se a ela de coração pois nunca tinha sido bem sucedido nos seus relacionamentos.

Foi então que Alice lhe falou da sua mãe, a Dona Albertina, que também vivia na Estrela há muitos anos. Manuel conhecia-a bem, era a senhora reformada do 2º andar do número 13 que lhe costumava pedir para ler as cartas que recebia e lhe falava muito da filha que só vivia para o trabalho. Nunca poderia imaginar que iria encontrar ali Alice, naquela situação. Como o mundo é pequeno pensaram ambos.

Ao longo dos dias Alice foi-se apercebendo de como Manuel era metódico e organizado. Mesmo em situações adversas como aquelas em que viviam, mantinha sempre tudo muito arrumado, as folhas de palmeira onde dormiam muito direitas, os cocos que tinham para comer todos arrumados a um canto. Alice gostava desse jeito organizado de Manuel mas tinha prometido a si mesma jamais se envolver com alguém desde que tinha morrido Aníbal por isso fugia ao máximo ao contacto mais próximo que pudessem ter.

Manuel ia-lhe falando dos seus gostos, dos sítios que gostava de frequentar e foi assim que descobriram mais um gosto em comum. Ambos frequentavam o Café Central com a sua grande esplanada à beira-mar. O ambiente agradável, os dias de animação e ginástica, as noites de música e karaoke, a separação entre fumadores e não fumadores, a vista para o mar. O Café Central era tido por ambos como o melhor café da zona ribeirinha de Lisboa, já se deviam ter encontrado por lá mas nunca tinham reparado. Alice adorava o batido de morango e a tosta de frango, Manuel deliciava-se com o cocktail de frutas e a salada de frango.

Decidiram parar por ali a conversa porque já estava a crescer em ambos água na boca só de pensarem naquelas delícias. E eles não tinham ideia se algum dia poderiam voltar a usufruir da tranquilidade do Café Central, mas combinaram desde logo que se voltassem, iriam festejar juntos com um belo lanche naquela esplanada.

Entretanto, bem longe dali, em Pampilhosa da Serra, o pai de Manuel, o Senhor Fernando estava gravemente doente e todos os dias dizia à sua mulher, a Dona Maria, que o seu último desejo era rever Manuel e pedir-lhe perdão por todos estes anos de ausência. A Dona Maria sofria com a dor do seu marido mas não sabia o que fazer pois não tinha qualquer notícia do paradeiro do seu filho nem tinha meios para procurá-lo. Foi então que comentou com as vizinhas o que se passava, e todos resolveram juntar-se e ajudá-la a procurar Manuel.

Seguiram o rasto dos familiares que ele podia ter procurado quando saiu de casa e o único fruto que obtiveram foi a avó Matilde que descobriram ter falecido há 6 anos. Seguindo esse rasto a Dona Maria decidiu ir até Lisboa com a sua amiga e foi ao bairro da Estrela procurar informações. Ali, toda a gente conhecia Manuel, o carteiro do bairro que tinha desaparecido há cerca de dois meses. Informou-os de que iria viajar para aproveitar as férias de Verão mas nunca mais tinha regressado. Dona Albertina ia a passar e ouviu a conversa, também conhecia Manuel e também a sua filha tido ido de viagem sem nunca mais ter dado noticias. Foi então que Dona Maria e Dona Albertina se organizaram para procurar os filhos e foram até ao aeroporto obter informações.

Foram informadas dos acidentes que tinha havido com aviões que passavam naquela zona do oceano mas disseram-lhes também que estavam a ser feitas buscas na tentativa de encontrar sobreviventes. Ambas sofreram com esta notícia e desesperaram pela morte dos seus filhos guardando sempre uma réstia de esperança no seu regresso.

E esse regresso aconteceu cerca de um mês depois. Um avião que sobrevoava aquela zona avistou a ilha deserta. Alice e Manuel levantaram-se, esbracejaram, acenderam fogueiras, e conseguiram ser resgatados. Puderam regressar a Lisboa, reencontrar as suas mães, e Manuel pode perdoar ao pai no seu leito de morte.

Alice e Manuel encetaram então um relacionamento. Alice aprendeu a dar menos importância ao trabalho ou, como ela gostava de afirmar, a equilibrar a sua balança entre o trabalho e a vida pessoal. Manuel regressou às suas cartas e ao seu bairro, tratava da casa a seu gosto pois Alice gostava do seu jeito metódico e organizado e não se importava nem um pouco com a sua mania de escovar os dentes diariamente no mínimo umas dez vezes.

Quase todos os fins de tarde eram passados em conjunto no Café Central, sentados na mesa à esquerda do palco na esplanada virada ao mar. Era o local de eleição do casal. Reviver os tempos na ilha, partilhar experiências vividas ao longo do dia e fazer planos para um futuro em conjunto eram alguns dos temas de conversa de Alice e Manuel.

terça-feira, fevereiro 22, 2005

Descontrair

Os últimos dias não têm sido os melhores para mim por isso nada melhor do que juntar-me a alguns amigos e aproveitar uma manhã de descanso a patinar no gelo... Foi uma experiência engraçada.
Pensava que iria cair mil vezes mas não, não caí uma só vez, também porque aquilo não é gelo de verdade, é um tapete que mais parece plástico, a verdade é que desliza e dá para fazer algum exercício! Ainda por cima a pista estava completamente vazia, era toda nossa, podíamos andar à vontade sem medo de chocar com alguém.
Foi uma manhã diferente que me distraiu por umas horas.



As patinadoras Posted by Hello

segunda-feira, fevereiro 21, 2005

Saudade

Saudades de quem já não está comigo...
Saudades de quem fui...
Saudades da minha infância...
Saudades de brincadeiras inocentes...
Saudades de um mundo livre...
Saudades de baloiços e escorregas...
Saudades de bons momentos...
Saudades de grandes viagens...
Saudades de grandes espectáculos...
Saudades de grandes ensaios...
Saudades de boas músicas...
Saudades de grandes livros...
Saudades de um forte abraço...
Saudades de um belo sorriso...
Saudades de quem conheci...
Saudades de quem conheço...
Saudades de ti...
Saudades do que já vivi...
Saudades de mim...
Saudades...


domingo, fevereiro 20, 2005

Vende-se

Estou farta de mim,
farta de ser como sou,
farta de não fazer nada direito,
farta, farta, farta.

Vendo a minha alma a quem quiser comprar, só peço que a devolvam daqui a uns anos quem sabe em melhor estado. Eu sei que posso ser melhor, que posso fazer as coisas certas mas parece que gosto de sofrer e falho sempre quando menos devia. Tenho raiva de mim mesma.
Desculpem mas hoje estou definitivamente farta de mim!

Eleições

Guardo para mim as minhas teorias e pensamentos acerca da política, dos políticos, dos partidos, das campanhas, dos comícios... No entanto, cumpro sempre o meu dever enquanto cidadã deste país e não falta a um dia de eleições.
Posso votar em branco ou posso fazer a cruz no meu candidato / partido, a única certeza é que vou lá porque só assim ganho o direito de me revoltar contra as medidas que possam ser tomadas no futuro.

sábado, fevereiro 19, 2005

«A Idade do Gelo»


Filme de animação que mostra bem o valor da amizade mesmo entre animais de espécies tão distintas.
Um mamute.
Um tigre dente de sabre.
Uma preguiça.
Um bébé humano.
Quatro vidas. Quatro histórias. Quatro amigos.
Cenas de rir bastante, cenas mais emotivas (que para mim são de chorar bastante mas isso sou eu que sou chorona!), a importância da vida e dos amigos que fazem tudo por nós.
Gostei imenso do filme, MESMO!